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Saiba se seu condomínio está
preparado para um incêndio
Moradores podem ajudar a
verificar instalações de prédios.
Brigadas de incêndio ajudam a distribuir conhecimento.
O prédio em que você mora segue
normas essenciais para combate a incêndio? Como a maioria das pessoas, a dona
de casa Paula Meira, de Campinas (SP), não tinha pensado nesta questão até
encarar uma situação de emergência. “Uma tomada explodiu e começou a pegar
fogo em um pedaço do carpete. Eu sabia que não podia jogar água, mas não tinha
idéia do que deveria fazer”, diz ela.
Paula chamou um vizinho, que
usou o extintor de incêndio do edifício e o fogo foi logo controlado. A
existência de extintores adequados é uma das regras essenciais para a
segurança dos prédios residenciais. “Há vários tipos, mas ninguém precisa
ficar decorando nada. Está tudo escrito no cilindro e o uso é muito simples”,
diz Marcos das Neves Palumbo, tenente do Corpo de Bombeiros de São Paulo. “O
importante é que o extintor esteja acessível e carregado. E isso qualquer um
pode ver – é só olhar se o manômetro, que é o ‘reloginho’, está no nível
verde”, orienta Palumbo.
Há outros itens que também
podem ser checados por qualquer morador. Para o caso de um evento mais grave,
é essencial que as saídas de emergência, que em geral, nos prédios
residenciais, são as escadas, estejam bem sinalizadas e com portas
corta-fogo desobstruídas. “Não adianta apenas uma placa indicando a
porta. É preciso que a rota de fuga esteja sinalizada, para que as pessoas
saibam por onde devem ir”, diz o tenente. O corrimão é importante para que a
pessoa que deixa o prédio consiga acompanhar, mesmo sem visibilidade, o
caminho correto até o andar térreo.
Luzes de emergência precisam
estar bem distribuídas e funcionar mesmo com o sistema elétrico do prédio
desligado. As lâmpadas precisam estar em ordem – por garantia, os bombeiros
orientam que sejam realizados testes periódicos.
Pode parecer estranho, mas o
alarme de incêndio, item obrigatório em edifícios comerciais, não é exigido
para prédios residenciais. “O interfone é o alarme do morador. Por isso que,
quando se tira o interfone do gancho, a ligação é feita diretamente com uma
central, em geral na portaria. Dali pode partir o alerta”, explica o tenente.
Palumbo enfatiza que, qualquer
que seja o caso, os moradores devem manter a calma. “Se acontecer alguma
coisa, a pessoa precisa analisar a situação, verificar se precisa ou não
tirar todo mundo de casa, por exemplo”, diz ele. Para fazer esta avaliação
corretamente, o tenente destaca o papel das brigadas de incêndio – que são
constituídas por funcionários e moradores do condomínio que são treinados
pelos bombeiros. “Saber estas informações é importante não só para o prédio,
mas para a vida da pessoa. Para ela saber como agir se acontece algo no trabalho,
num shopping, em qualquer situação”, defende.
No estado de São Paulo, as
regras de segurança contra incêndio determinam que condomínios residenciais
com mais de três andares devem ter uma brigada. Mas esta e outras normas não
abrangem todo o país. No Brasil, a legislação de segurança anti-fogo varia de
estado para estado, e, hoje, as normas paulistas são consideradas as mais
abrangentes.
“A legislação atual de São
Paulo avançou bastante na parte de controle de materiais, compartimentação e
segurança estrutural dos prédios”, diz Antonio Fernando Berto, responsável
pelo Laboratório de Segurança ao Fogo da Divisão de Engenharia Civil do IPT
(Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). “Ela considera
diversos pontos da segurança contra incêndio, que depende de medidas
associadas a aspectos de arquitetura, construção e a instalações triviais de
proteção, como hidrantes’, diz ele.
O modelo paulista está sendo
seguido por outros estados. “Minas Gerais implantou sua regulamentação com
base na de São Paulo”, exemplifica Berto, que, no entanto, aponta que ainda
pode haver mais detalhamento.
“O sistema de alarme de
incêndio, por exemplo. Hoje, em prédios residenciais, é aceito o uso do
interfone. Mas é importante que seja obrigatório o alarme”, diz. “Incêndio
depende de tempo. Como você vai depender de uma pessoa que atende o interfone
para isso?”, questiona ele, que defende a implantação de sistemas ainda mais
confiáveis.
Também por causa do tempo,
Berto engrossa o coro dos defensores da informação da população em geral. “O
bombeiro não é onipresente. Se as pessoas estiverem preparadas para enfrentar
o fogo enquanto ele é pequeno, menor os danos, menor a ameaça. Se o fogo
ganha força, depois pode não ter controle”.
Itens de segurança contra incêndios
em prédios residenciais:
Saídas
Sinalização
Iluminação
Extintores
Hidrante
Alarme de incêndio
Brigada de incêndio
Fonte: G1
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